Sala de audiência com mesa principal ao fundo, onde autoridades participam de reunião institucional. Um homem fala ao microfone enquanto outras pessoas estão sentadas ao lado. Atrás, uma intérprete de Libras realiza a tradução. Ao fundo, há a bandeira do Brasil e um telão exibindo a transmissão da sessão. Em primeiro plano, participantes acompanham a atividade sentados, utilizando computadores portáteis.
Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência reúne PLs estratégicos e orienta prioridades da Comissão para 2026, com participação do Conade e da sociedade civil | (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) participou, nesta terça-feira (24), de audiência pública na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados, voltada à definição de prioridades e à elaboração do plano de trabalho do colegiado para 2026. O encontro reuniu representantes do governo federal, do parlamento e da sociedade civil para discutir agendas legislativas e institucionais consideradas estratégicas para o fortalecimento e a garantia dos direitos das pessoas com deficiência no país.

Durante a reunião, a secretária nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Isadora Nascimento, apresentou um documento que sistematiza proposições legislativas avaliadas como prioritárias para a política nacional voltada a essa população e destacou a importância da articulação institucional e do monitoramento das matérias em tramitação no Congresso Nacional.

“Apresentamos hoje um documento que compila, além de uma lista de proposições legislativas, projetos de lei em tramitação que consideramos estratégicos para a garantia dos direitos das pessoas com deficiência. Tais iniciativas abrangem temas como proteção social, trabalho, participação política, enfrentamento à violência e garantia de renda, saúde e vida digna”, afirmou Isadora Nascimento.

De acordo com a gestora, ao organizar essas propostas, o MDHC busca contribuir para a estruturação da pauta legislativa e para o acompanhamento qualificado das matérias prioritárias: “Reconhecemos o papel da Comissão e da Câmara dos Deputados na consolidação do marco legal brasileiro e reafirmamos nossa disposição para o diálogo técnico permanente, a construção conjunta de soluções e o apoio institucional necessário para garantir um país cada vez mais inclusivo e plural”.

Por sua vez, o presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), Roberto Tiné, defendeu que os projetos de lei que tratem dos direitos das pessoas com deficiência sejam submetidos à análise prévia do colegiado: “A ausência dessa escuta institucional contribui para que propostas tramitem sem o devido debate com a sociedade civil”.

Na sequência, Tiné destacou que a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) foi construída a partir de um amplo processo de participação social em todo o país, com envolvimento direto do conselho e de organizações representativas: “Nesse contexto, iniciativas legislativas que alterem o marco de direitos das pessoas com deficiência precisam seguir o mesmo princípio de diálogo e construção coletiva”.

Participação social

A audiência foi conduzida pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, e integrou o processo de escuta que subsidiará a atuação do colegiado em 2026. O encontro contou com contribuições de representantes institucionais e da sociedade civil e abriu espaço para manifestações dos participantes, reforçando o diálogo entre o Legislativo e os setores envolvidos na pauta da pessoa com deficiência.

Texto: T.A.
Edição: G.O.